terça-feira, 29 de novembro de 2011

Camaradas, haja dinheiro!

Bela greve que tivemos na semana passada, sim senhor. A greve tratou-se pura e simplesmente do dia em que os Sindicatos realmente trabalharam.
Na minha opinião fizeram um excelente trabalho, aliás, os piquetes são óptimos a levar com o cacetete da polícia.
Nisso estiveram muito bem, tanto que equilibrou o espectáculo que é a nossa televisão.
A Casa dos Segredos não nos oferece porrada nesta edição, mas felizmente temos sindicalistas que se põem a jeito cá fora.
Aos sindicalistas juntaram-se os indignados, que ninguém sabe o que os move... Além das litrosas. Quem também por lá andou foi Francisco Louçã. Pobre coitado, correu quase Lisboa de uma ponta à outra e acabou por nem encontrar a mesa das gambas e dos croquetes.
Não sei se repararam, mas viu-se muita ferrugem no trabalho dos sindicatos, ou pelo menos dos grevistas. Notou-se bastante que não têm trabalhado, embora a última greve antes desta tenha sido recente, porque nos inquéritos de rua os activistas eram questionados pelo motivo desta paragem estes diziam 'porque sim', 'não sei', ladrões', 'Troika', 'rissoto de camarão' e por vezes 'ditadura'. Não houve um discurso que os sustentasse.
Mas eu compreendo, desde quando é que há motivos para fazer greve? Já nem está cá o Sócrates.
Mas melhor do que tudo isto!
Benfica - Sporting no Sábado. E o Benfica ganhou, fácil.
A barreira de segurança do terceiro piso da bancada Coca-Cola foi a grande protagonista do jogo e posteriormente o incêndio no estádio.
Segundo declarações do vice-presidente dos leões, os adeptos encontravam-se em condições pré-históricas.
Eu achei um exagero por parte do senhor, até porque nunca neste mundo os pré-históricos descobririam o fogo em hora e meia. No máximo condições medievais... A Era das Trevas.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Entre Belém e a RTP

Presidente da República ou apresentador de televisão?
Pergunta parva! Obviamente televisão.
Não porque ser Presidente da República dá muito trabalho, mas sim porque televisão, E ENTÃO NA PÚBLICA, dá muito dinheiro, é um mimo.
Deixo-vos com uma imagem que, no contexto socio-económico actual, dá vontade de ir à cozinha buscar uma colher e cortar os pulsos.


Além deste mimo há um de um senhor que é pago para ser gordo...
Tudo bem que apresentar milionários num 16 por 9 é difícil sendo daquele tamanho, mas por 20 mil euros por mês até engordava o dobro e apresentava o Preço Certo ao mesmo tempo para conseguir estar em dois estúdios ao mesmo tempo.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Uma Professora Pediu Um Comentário de Uma Página Sobre o Desemprego e Eu Escrevi Isto.


Nunca uma percentagem de dois dígitos criou tanto sobressalto no país. Já vai um par de anos que chegámos a esta situação e não parece haver uma luz ao fundo do túnel. Será do aumento do preço da electricidade ou da falta de esperança? Nunca saberemos, as duas hipóteses convivem actualmente e tão cedo não irão separar-se.
            O solstício de Verão trouxe-nos mais uma ilusão no campo do (des)emprego com uma redução significativa graças ao trabalho temporário que o Algarve nos fornece, mas já estamos em Novembro e de volta ao lado negro da força.
            Umas vozes reclamam a subida exponencial da percentagem do desemprego, outras não tanto, como o professor Aníbal Cavaco Silva por exemplo, pelo menos nos campos da segurança privada, motoristas, isso não se reflecte.
              A verdade é que a situação é crítica, cada vez que alguém estala os dedos ocorre um despedimento. Mas existem algumas soluções. Em primeiro lugar, deixar de estalar os dedos; por outro lado temos a esperança no orçamento de estado para uma revitalização da economia portuguesa a longo prazo e criação de novos postos de trabalho. Por fim, a disponibilidade dos portugueses para trabalhar. Não interessa se é com base no curso em que se formaram, como por exemplo, Estudos Africanos. Se não deu, azar, nem que se trabalhe no McDonalds (então se o curso tirado for o referido, a barreira da língua fica automaticamente ultrapassada). Outra não menos exequível seria obrigar uns milhares de funcionários públicos a casarem com a Duquesa de Alba.
            Existe um buraco colossal entre o conceito ‘emprego’ e ‘trabalho’. Emprego é estar sentado na secretária, rever o Facebook vezes sem fim, tirar meia dúzia de fotocópias e contar os segundos para o fim da jornada. O trabalho é diferente, porque dá imenso trabalho. Para isso fica-se em casa a apreciar a Júlia Pinheiro e Fátima Lopes que ao fim do mês chega-nos o subsídio.
            Este tema já tem o rótulo de crónico há anos. Aposto que se voltarmos bem atrás no tempo, D. Afonso Henriques afirma que a mãe lhe deixou um défice 6,50%. Assim até hoje.
João Pedro Rodrigues
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