quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Uma Professora Pediu Um Comentário de Uma Página Sobre o Desemprego e Eu Escrevi Isto.


Nunca uma percentagem de dois dígitos criou tanto sobressalto no país. Já vai um par de anos que chegámos a esta situação e não parece haver uma luz ao fundo do túnel. Será do aumento do preço da electricidade ou da falta de esperança? Nunca saberemos, as duas hipóteses convivem actualmente e tão cedo não irão separar-se.
            O solstício de Verão trouxe-nos mais uma ilusão no campo do (des)emprego com uma redução significativa graças ao trabalho temporário que o Algarve nos fornece, mas já estamos em Novembro e de volta ao lado negro da força.
            Umas vozes reclamam a subida exponencial da percentagem do desemprego, outras não tanto, como o professor Aníbal Cavaco Silva por exemplo, pelo menos nos campos da segurança privada, motoristas, isso não se reflecte.
              A verdade é que a situação é crítica, cada vez que alguém estala os dedos ocorre um despedimento. Mas existem algumas soluções. Em primeiro lugar, deixar de estalar os dedos; por outro lado temos a esperança no orçamento de estado para uma revitalização da economia portuguesa a longo prazo e criação de novos postos de trabalho. Por fim, a disponibilidade dos portugueses para trabalhar. Não interessa se é com base no curso em que se formaram, como por exemplo, Estudos Africanos. Se não deu, azar, nem que se trabalhe no McDonalds (então se o curso tirado for o referido, a barreira da língua fica automaticamente ultrapassada). Outra não menos exequível seria obrigar uns milhares de funcionários públicos a casarem com a Duquesa de Alba.
            Existe um buraco colossal entre o conceito ‘emprego’ e ‘trabalho’. Emprego é estar sentado na secretária, rever o Facebook vezes sem fim, tirar meia dúzia de fotocópias e contar os segundos para o fim da jornada. O trabalho é diferente, porque dá imenso trabalho. Para isso fica-se em casa a apreciar a Júlia Pinheiro e Fátima Lopes que ao fim do mês chega-nos o subsídio.
            Este tema já tem o rótulo de crónico há anos. Aposto que se voltarmos bem atrás no tempo, D. Afonso Henriques afirma que a mãe lhe deixou um défice 6,50%. Assim até hoje.
João Pedro Rodrigues
130309108

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